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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

“Não deixe pra depois”


Paisanos em Prosa XII

A atriz VANISE CARNEIRO é a PAISANA desta edição

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Produção, direção, edição, zen-budismo: Éver Ribeiro
Paisanos: Éver Ribeiro, Lucas Moreira e Tchakaruga de Paranaguá
Convidada: Vanise Carneiro
Música ao Vivo: Éver Ribeiro, Vanise Carneiro, Melissa Iung e Tchakaruga de Paranaguá
Apoio: Livraria do Trem

domingo, 23 de novembro de 2008

Farândola




A farândola é uma série de intervenções urbanas itinerantes de arte marginal. A primeira edição será realizada em frente à Livraria do Trem (Estação Trensurb de São Leopoldo), dia 28 de novembro, a partir das 18h, entrada gratuita, com a seguinte programação:

18h – Abertura
18h – Intervenção de artes visuais na parede com Ronaldo ”Biba” Jacques

18h 30min – Intervenções literárias (leituras de crônicas, poesia e narrativas curtas) com diversos nomes da cena literária de São Leopoldo

19h – Nossa Bossa, com Totonho Lisboa e João Bronstrup em uma releitura poético-musical da Bossa Nova

20h – Imbolê, com Beto Brito (Pernambuco): unindo o pop e o regional, é um caldeirão de todas as influências sonoras e literárias do nordeste brasileiro. Uma mistura de violas e rabecas, zabumbas, cítaras e grooves eletrônicos, na pancada irreverente do baião elétrico

21h \ 24h - Cinema na parede com a curadoria cinemática de SÃO SARUÊ SINÈCRUB

REALIZAÇÃO: MANIFESTA PRO - LIVRARIA DO TREM - SESC SÃO LEOPOLDO - SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA (PMSL)

sábado, 25 de outubro de 2008

Livraria do Trem

Caros amigos
Estou publicando aqui uma entrevista (na íntegra) feita por e-mail para Site Transforma o Mundo Unisinos, projeto da disciplina Jornalismo Online II.


1. De onde surgiu a idéia de abrir uma livraria que vende livros usados, e quem surgiu com essa idéia?
Na verdade a paixão do proprietário pelas Livrarias de Sebos já vem de longa data. Em São Leopoldo, Daniel Cunha acompanhou a Livraria Esquina das Letras nas suas diversas fases, sempre procurando títulos do seu interesse, dentre eles principalmente os livros de Ficção Científica. Ao ser desmembrada a Esquina das Letras (separação entre o sebo e os livros novos), se originou a Livraria do Trem (livros usados) sob direção de Renato Almendares que criou um espaço alternativo à noite freqüentado por diversas pessoas ligadas a área da Cultura em São Leopoldo (a Livraria passou a abrir a partir das 18h). Em dezembro de 2007, Daniel Cunha assumiu a Livraria. O espaço entrou num período de reforma e revitalização (foco principal: trabalho com o livro). Em fevereiro de 2008, o espaço foi reinaugurado. Houve a manutenção do espaço alternativo da noite que funciona como um ponto de encontro das pessoas vinculadas à área da cultura em São Leopoldo e foi iniciado um trabalho com a Livraria-café durante o dia. Importa dizer que a nossa estrutura de café é bem inicial, uma vez que procuramos intensificar o trabalho com o livro e o comprometimento com o público leitor. Durante a noite temos a intenção de intensificar as atividades artísticas-culturais com o apoio de várias pessoas que já freqüentam o espaço a longa data (construção da gestão anterior). A Livraria aos poucos está apoiando alguns eventos de cunho cultural na cidade. Desta forma, deixamos claro dois de nossos objetivos: a intensificação do trabalho com o livro e a promoção/articulação de atividades que fomentem a cultura no município.

2. Como os livros são recebidos pela livraria?
Os livros chegam à Livraria de duas formas: por meio dos próprios clientes e/ou demais pessoas que visitam a Livraria com o intuito de vender ou trocar livros (geralmente avaliamos se os títulos que a pessoa está trazendo são ou não do nosso interesse naquele momento); através de pesquisa e busca de alguns títulos em outras Livrarias da Região. Na verdade, estamos iniciando este trabalho, pois a Livraria é um projeto recente. Estamos construindo um banco de dados dos nossos clientes e neste banco colocamos títulos que as pessoas estão procurando. A intenção é firmar parcerias com outros sebos no sentido de buscarmos estes títulos, ou seja, pensamos que a Livraria deve construir uma relação com o leitor no sentido da procura do livro (títulos raros ou não).

3. Como é o funcionamento da livraria no que diz respeito aos processos (desde a chegada do livro usado até a sua venda)?
Atualmente, trabalhamos com o livro da seguinte forma: revisão (checamos o estado de conservação, verificamos se nenhuma página foi arrancada e se o livro não foi retirado de uma Biblioteca); avaliação (estabelecemos o preço de compra e o preço de venda); higienização (limpamos e recuperamos o livro sempre que necessário); catalogação no banco de dados; exposição do livro na Livraria.

4. Quem é o proprietário da livraria?
O proprietário da Livraria se chama Daniel Cunha.
Em sua trajetória profissional atuou na área de vendas e merchandising, na área do Teatro e como bolsista de Iniciação Científica na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em uma pesquisa que discutia as relações entre História e Imagem. É estudante do Curso de História nesta mesma Universidade e os seus interesses de pesquisa estão diretamente relacionados com a História da Arte. Atualmente, além de administrar a Livraria, Daniel trabalha com artes gráficas e desenho publicitário.

5. Quais são os horários da livraria?
A Livraria funciona nos seguintes horários:
- De segunda a sexta-feira: das 8h30min às 12h; das 13h às 23h;
- Nos sábados: das 9h às 13h.

6. Há na livraria um espaço para leitura? Como ele funciona?
Na verdade, devido o espaço físico ser restrito não temos um local específico para leitura. Porém, algumas pessoas que freqüentam a Livraria durante o dia gostam de utilizar o espaço do café para leitura e estudo.

7. Em sua opinião, o que atrai o público para a Livraria do Trem?
Acreditamos que o público é atraído pelas seguintes razões: preços mais baixos; a busca por títulos raros e esgotados; a carência de ambientes como este na cidade. Em contrapartida, muitas pessoas estão conhecendo a Livraria do Trem aos poucos. O ambiente do café com a Livraria é de certa forma uma “novidade” na cidade. Sem contar que firmar-se enquanto Livraria em São Leopoldo é um desafio. Temos uma tradição de longa data de uma associação mais ou menos direta entre Livraria/Papelaria. Logo que abrimos a Livraria muitas pessoas nos procuravam para saber se tínhamos folha de ofício, caneta, caderno para venda. Além disto, a idéia do café faz com que algumas pessoas pensem que os livros não estão à venda, de que se trata de uma Biblioteca. Enfim, o desafio é diário, Mas aos poucos estamos colhendo os frutos do trabalho.

8. Há livros novos para venda?
Estamos iniciando um cadastro em várias distribuidoras, pois pretendemos implementar um trabalho com o livro novo sob encomenda (mas provavelmente iniciaremos este projeto em meados de 2009). Temos alguns livros novos de autores locais independentes. Esta é uma forma de apoiarmos a produção local. Tivemos o lançamento do Livro “Partes de vida” do autor Udo Ingo Kunert. No dia 06 de novembro teremos o lançamento do livro “Nietzsche O Professor” do autor Elenilton Neukamp.

9. Qual o preço médio dos livros? Como é elaborado um preço para o livro usado?
Variam de R$ 5,00 a R$ 20,00. O preço é elaborado sempre mediante uma pesquisa.

10. Quantos funcionários trabalham na livraria?
Atualmente quatro pessoas atuam na Livraria (contando com o espaço do Cyber).

11. Em função do preço mais baixo do livro, isso tem ajudado as pessoas que possuem menos condições financeiras para adquirir um livro novo?
Com certeza. Algumas pessoas procuram o sebo em função do preço e pela necessidade de adquirem um título. Em contrapartida, vários “leitores de carteirinha” procuram títulos raros, edições antigas, enfim. A questão que nos preocupa é justamente os contornos que a leitura vai ganhando em tempos de proliferação de imagens e de excesso de informação. A cultura do livro, o prazer pela leitura, parece envolver um grupo muito restrito de pessoas.

12. Qual é o público alvo da Livraria do Trem?
Com certeza o público leitor. Porém, temos a intenção de atender os mais diversos segmentos dentro deste público. E é justamente por este motivo que iniciamos o cadastro de pessoas que visitam a Livraria em busca de títulos. É claro que muitas pessoas ainda não conhecem o nosso trabalho e o nosso espaço. Sem contar que muitas pessoas procuram as Livrarias de Sebo de Porto Alegre (pela tradição, pela variedade, pelos títulos). Criar a tradição aqui é um dos nossos objetivos, mas este é um trabalho gradativo e moroso.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Perde o gato


Carlos Drummond de Andrade


Um jornal é lido por muita gente, em muitos lugares; o que ele diz precisa interessar, senão a todos, pelo menos a um certo número de pessoas. Mas o que me brota espontaneamente da máquina, hoje, não interessa a ninguém, salvo a mim mesmo. O leitor, portanto, faça o obséquio de mudar de coluna. Trata-se de um gato


Não é a primeira vez que o tomo para objeto de escrita. Há tempos, contei de Inácio e de sua convivência. Inácio estava na graça do crescimento, e suas atitudes faziam descobrir um encanto novo no encanto imemorial dos gatos. Mas Inácio desapareceu — e sua falta é mais importante para mim, do que as reformas do ministério.


Gatos somem no Rio de Janeiro. Dizia-se que o fenônemo se relacionava com a indústria doméstica das cuícas, localizada nos morros. Agora ouço dizer que se relaciona com a vida cara e a escassez de alimentos. À falta de uma fatia de vitela, há indivíduos que se consolam comendo carne de gato, caça tão esquiva quanto a outra.


O fato sociológico ou econômico me escapa. Não é a sorte geral dos gatos que me preocupa. Concentro-me em Inácio, em seu destino não sabido.


Eram duas da madrugada quando o pintor Reis Júnior, que passeia a essa hora com o seu cachimbo e o seu cão, me bateu à porta, noticioso. Em suas andanças, vira um gato cor de ouro como Inácio — cor incomum em gatos comuns — e se dispunha a ajudar-me na captura. Lá fomos sob o vento da praia, em seu encalço. E no lugar indicado, pequeno jardim fronteiro a um edifício, estava o gato. A luz não dava para identificá-lo, e ele se recusou à intimidade. Chamados afetuosos não o comoveram; tentativas de aproximação se frustraram. Ele fugia sempre, para voltar se nos via distantes. Amava.


Seria iníquo apartá-lo do alvo de sua obstinada contemplação, a poucos metros. Desistimos. Se for Inácio — pensei — dentro de um ou dois dias estará de volta. Não voltou.
Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, o telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual.


Depois que sumiu Inácio, esses pedaços da casa se desvalorizaram. Falta-lhes a nota grave e macia de Inácio. É extraordinário como o gato "funciona" em uma casa: em silêncio, indiferente, mas adesivo e cheio de personalidade. Se se agravar a mediocridade destas crônicas, os senhores estão avisados: é falta de Inácio. Se tinham alguma coisa aproveitável era a presença de Inácio a meu lado, sua crítica muda, através dos olhos de topázio que longamente me fitavam, aprovando algum trecho feliz, ou através do sono profundo, que antecipava a reação provável dos leitores.


Poderia botar anúncio no jornal. Para quê? Ninguém está pensando em achar gatos. Se Inácio estiver vivo e não seqüestrado, voltará sem explicações. É próprio do gato sair sem pedir licença, voltar sem dar satisfação. Se o roubaram, é homenagem a seu charme pessoal, misto de circunspeção e leveza; tratem-no bem, nesse caso, para justificar o roubo, e ainda porque maltratar animais é uma forma de desonestidade. Finalmente, se tiver de voltar, gostaria que o fizesse por conta própria, com suas patas; com a altivez, a serenidade e a elegância dos gatos.

Crônica extraída do livro "Cadeira de Balanço"
Ed. José Olympio

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

+ um Zine

Mini-Zine
Especial O Boêmio
de Daniel Cunha



Disponível via e-mail, é só mandar o uma mensagem para sannha@terra.com.br que eu enviarei o arquivo ou fazer o download aqui mesmo no blog.

INFORMAÇÕES

O Boêmio: de bar em bar. Especial nº 01
Arquivo em formato PDF
-Adobe Acrobat Document-
tamanho: 3,56 MB

8 páginas
Capa colorida interior preto & branco

Autor: Daniel Cunha



sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Anima Mundi

Mostra - o melhor do anima mundi Brasil
Programação São Leopoldo
de 04 a 27/08



O longa-metragem brasileiro "Belowars", de Paulo Munhoz. (Foto: Divulgação)


Local: Centro Cultural José Pedro Boéssio
Rua: Osvaldo Aranha, 934
Público Geral: 04, 11, 18 e 25/08
Horário: 12h
Adulto: 05, 12, 19 e 26/08
Horário: 18h
Infantil: 06, 13, 20 e 27/08
Horário: 9h30

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Complemento

Na introdução do artigo que publiquei aqui no blog Café de Ícaro com o título “Existe Vida Antes da Morte?” comentei sobre uma cena que havia chamado muito a minha atenção. A cena em questão é da história em quadrinhos “O Som de Suas Asas” na edição de nº 8 da revista Sandman onde temos a primeira aparição da personagem Morte -com roteiro de Neil Gaiman e arte de Mike Dringenberg e Malcolm Jones III-.
Atendendo alguns pedidos feitos por e-mail estou disponibilizando aqui a página em questão…


Sandman (Homem de Areia, em inglês) é uma referência mitológica encontrada em várias culturas. Uma referência consagrada é a dinamarquesa, através de um conto de Hans Christian Andersen, chamado Ole Lukoeje (ou Olavo fecha-olhos). Esse personagem, de contos infantis, é uma figura mitológica que sopra areia nos olhos das crianças para que elas durmam (No Brasil, é conhecido como João Pestana).
A história acima refere-se ao personagem Sandman (Morfeus): misteriosa entidade dos sonhos. Ele possuía uma revista de história em quadrinhos adulta, sucesso de crítica e público. Foi criada por Neil Gaiman em 1988 para o selo Vertigo da Editora DC Comics. Suas histórias descrevem a vida de Sonho, o governante do Sonhar (o mundo dos sonhos) e sua interação com os homens e outras criaturas.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Espetáculo "Sashird Lao"

ARTE SESC LEVA ESPETÁCULO MUSICAL FRANCÊS A CIDADES GAÚCHAS
Espetáculo "Sashird Lao" integra o projeto Sesc Música

O Arte Sesc - Cultura por toda parte promove, nos dias 12, 13 e 14 de junho, a apresentação musical do "Sashird Lao", da França. As apresentações serão realizadas em Porto Alegre, Farroupilha e São Leopoldo e integram o Projeto Sesc Música. Confira abaixo a programação completa.
O grupo francês é formado por Yona Yacoub (canto, sax, e percussão), Fred Luzignant (trombone, canto e percussão) e David Amar (baixo vocal, sax e percussão). Jazz, música do mundo e grooves urbanos são as palavras-chave do imaginativo e apaixonado grupo, que utiliza saxofones, flauta transversa, tambor, derbouka e udu, loopers, entre outros instrumentos do mundo, além de criatividade, virtuosismo e humor.
O projeto Sesc Música tem como objetivo a difusão e o desenvolvimento da produção sonora no Rio Grande do Sul e a formação de platéias. O projeto conta com a apresentação de grupos e músicos dos mais diversos estilos. Outras informações podem ser obtidas nas Unidades Operacionais do Sesc/RS por onde o espetáculo passará ou pelo site
www.sesc-rs.com.br/artesesc.

PROGRAMAÇÃO:

SÃO LEOPOLDO
QUANDO: 14 de junho, às 20h
ONDE: Teatro Municipal de São Leopoldo (Rua Oswaldo Aranha, 934)
INGRESSO: R$ 5,00 (Comerciários, Estudantes e Sênior)
R$ 10,00 (Público em Geral)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sobras de Estúdio II

Do Fundo do Baú...

Realmente este é um dos posts que acho mais interessantes e pertinentes no blog Café de Ícaro, pois nele posso mostrar alguns dos meus trabalhos gráficos que nunca tiveram a oportunidade de serem veiculados as mídias para as quais foram produzidos.
Na seqüencia temos uma pequena tira escrita por Ednézer Ritter no principio dos anos 90 para uma pequena publicação interna da URJC (União Riograndense da Juventude Cultural).
Eis aqui a arte quase 16 anos depois de sua produção...


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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Nova Adaptação da série Akira

AKIRA com Leonardo DiCaprio?


Akira é um mangá de Katsuhiro Otomo, produzido na década de 80, que ficou conhecido mundialmente com o lançamento de um longa-metragem de animação homônimo de 1988.
A história será adpitada outra vez para o cinema, mas em dois filmes da Warner, com Leonardo DiCaprio [sem comentários] no papel do rebelde Shotaro Kaneda. Já para encarar o obstinado Tetsuo Shima, amigo do “herói”, foi escolhido Joseph Gordon-Levitt (da série Third Rock from the Sun). A estréia de Akira acontecerá entre maio e junho de 2009.
No novo filme a aventura se passa em New Manhattan (e não Neo Tóquio, como no original), uma cidade reconstruída com verba japonesa, depois da destruição total há 31 anos. Além do papel principal, DiCaprio é um dos produtores do longa [entenderam...], com sua companhia Appian Way, juntamente com Andrew Lazar, da Mad Chance, e Jannifer Davisson.
O roteiro fica por conta de Gary Whitta e a direção Ruairi Robinson (The Silent City). Cada filme vai adaptar três volumes da série, de um total de seis encadernados, totalizando mais de mil páginas.
Ficamos então na expectativa...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ronin


Século XIII
Japão feudal... Uma sociedade moldada por tradições e costumes muito severos. Uma terra com cultura própria, onde a “honra” significa tudo, e a vida e a morte tinham o mesmo peso na balança do fio de uma espada.
Naqueles dias, os poderosos xoguns cavalgavam as estepes orientais e governavam o Império do Sol com mãos de ferro. Naqueles mesmos dias, um jovem samurai tornou-se Ronin e, em sua sede de vingança, foi aprisionado junto com um demônio numa espada mágica.
Anos se arrastam...


Século XXI
Estados Unidos, uma das potências remanescentes do conflito nuclear... A raça humana tenta se recuperar do câncer da guerra.
A honra foi substituída pela tecnologia. Os biocircuitos conduzem o rumo do mundo.
Há poucos dias, o Complexo Aquarius foi palco de um magnífico espetáculo: um Ronin e o traiçoeiro demônio Agat voltam à vida para a consumação de um conflito milenar. Uma explosão salvou o Ronin, afugentou Agat, destruiu o núcleo do computador Virgo e iluminou o céu de Manhattan.
Agora, enquanto Agat está em seu habtat, o Ronin encontra-se completamente perdido.
Neste exato momento, a caçada tem início!


Título: Ronin.
Autor / Roteiro e Arte: Frank Miller.
Cor: Lynn Varley.
Editora Original: DC Comics INC.
Ano de Criação: 1983.
Editora: Abril S/A – Mini-série de Luxo.
Nº de Edições: Em Seis (6) Edições Mensais.
Ano: 1ª Edição de 1988.
Local: São Paulo / Brasil.



Título: Ronin.
Autor / Roteiro e Arte: Frank Miller.
Cor: Lynn Varley.
Editora Original: DC Comics INC.
Ano de Criação: 1983.
Editora: Abril Jovem – Mini-série de Luxo.
Nº de Edições: Em Seis (6) Edições Quinzenais.
Ano: 2ª Edição de outubro a dezembro de 1991.
Local: São Paulo / Brasil.


Frank Miller com cara de mangá

Antes de ser consagrado como um dos maiores artistas de seu tempo, Frank Miller se interessou por estudar roteiros; ao desenhar, desde o princípio, empregou seu potencial criativo com as influências recebidas do cinema noir, de Hitchcock, dos filmes sombrios de terror e policiais, dos quadrinhos europeus – principalmente de Bilal, Crepax e Moebius –, e dos mangás (os quadrinhos japoneses). Foi assim que rivitalizou o Demolidor e criou Elektra para a Marvel, duas das suas melhores obras, personagens que mais tarde seriam aproveitados no cinema.
É importante lembrar que na época em que Miller assinava seus primeiros sucessos, o mangá era ignorado nos EUA. Reza a lenda que Frank Miller, certa vez, ganhou de um amigo uma antologia de O Lobo Solitário, em japonês, que ele passou a folhear até gastar suas centenas de páginas – depois de digerir as imagens daquela violenta história de samurai, de investigar e de refletir sobre o universo dos guerreiros do País do Sol Nascente, regurgitou tudo em uma obra experimental e revolucionária, em que ousou narrar em uma nova linguagem gráfica – nascia, então, Ronin, que foi lançado precisamente em julho de 1983, nos EUA, pela DC Comics, em 6 partes.
Ronin é pioneiro por ter sido o primeiro romance gráfico a ser visto como um projeto de ponta pela DC Comics, também por conter a mítica cultural e os costumes japoneses, ao mesmo tempo em que apresenta um manifesto contra o corporativismo empresarial nipônico, que começava a ameaçar a América dos anos 80. A obra, ainda hoje, é considerada surpreendente. Ela se difere dentro da carreira de Miller, devido às influências do mangá, então levadas as últimasconseqüências. Alguns desavisados podem até confundir Ronin com a linha atual do quadrinho europeu. Isso comprova que a obra estava muito à frente de seu tempo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Azumanga Daioh

“Garotas para guardar no coração”
Será que o simples dia-a-dia de um grupo de garotas do colegial pode render uma boa história? Azumanga Daioh prova que sim, em quatro volumes de mangá, ou 26 capítulos de animê, você tem uma experiência única.



Sem usar magia ou supergolpes, sem que tenham que salvar o mundo a cada novo episódio, sem bugigangas mágicas para vender brinquedos ou necessidade de um “amor para vida toda”, as meninas de Azumanga Daioh nos cativam, nos fazem rir e, se você for sensível, até chorar. Afinal, pelo menos para elas, são os melhores anos de suas vidas e é preciso fazer valer a pena!

Histórias comuns com uma pitada de fantasia
A série, em sua versão mangá ou animê, segue a vida de um grupo de garotas durante os três anos de colegial (ensino médio), que tem a mesma duração do brasileiro. Nela, vemos como elas se conheceram, a personalidade de cada uma é revelada em um ritmo adequado a cada personagen, suas preocupações e alegrias nos são oferecidas junto com boas piadas e algumas situações nonsense.
Conforme vão se conhecendo melhor, a solidariedade, o respeito e a amizade vão crescendo entre elas. Cada menina tem um jeitinho todo seu, há clichês, claro, mas o autor brinca com eles de forma bem criativa.
Além das meninas há também as professoras que acabam tendo grande participação nos acontecimentos.
A série é tão o mais feminina do que Maria-sama Ga Miteru. É preciso dizer que Azumanga Daioh é um animê atípico, mesmo trabalhando com alguns clichês bem conhecidos. Sua fonte de inspiração não foi um mangá, como normalmente pensamos aqui no Brasil, e sim tirinhas publicadas na revista seinen Comic Dengeki Daioh entre fevereiro de 1999 e junho de 2002. Cada episódio da série de TV foi resultado da junção de cinco dessas tirinhas. Assim, 130 tirinhas ganharam vida em 26 episódios de animê.
Azumanga Daioh foi um dos grandes sucessos de 2002 no Japão, tendo sido exibida entre os meses de abril e setembro. A qualidade de animação da série é muito boa e o character design é bonito e estável. A trilha sonora é bem adequada à série, desde as orquestrações cômicas, até a abertura e enceramento que são muito simpáticas.
A série é uma comédia nonsense e como tal precisa ser vista. Tirando os momentos em que Tomo e a professora de inglês protagonizam a ação por muito tempo e a falta de crítica à pedofilia do professor Himura, pois a coisa deve ser tão comum no Japão que parece algo banal, tudo se encaixa maravilhosamente bem. O humor é genuíno e algumas situações chegam mesmo a emocionar. Eu diria que Azumanga Daioh é uma “dramédia”, muito mais do que uma comédia pura.
Bom, está dada a dica: Azumanga Daioh vale a pena!
Você encontra os 26 episódios da série para download gratuito no site Anime Shade. Bom divertimento...

Título: Azumanga Daioh
Formato: Série de TV
Episódios: 26
Gênero: [Comédia Escolar]
Lançado em: Abril / 2002 até Setembro / 2002
Estúdio: GENCO, J.C. Staff

quinta-feira, 27 de março de 2008

Elektra Assassina

Por muito tempo estava atrás da série encadernada de “Elektra Assassina” com roteiro de Frank Miller (300 e Sin City) que dispensa apresentações e arte de Bill Sienkiewicz outro “monstro” dos quadrinhos. E finalmente, depois de muitos anos, volta para minhas mãos…
UMA PIADA EXCEPCIONAL
Frank Miller em parceria com o desenhista Bill Sienkiewicz, preparou Elektra assassina, uma alucinante mini-série em oito partes (compilada no Brasil pela editora Abril em quatro). Sua trama passava-se anos antes da morte da anti-heroína, precedendo até seu reencontro com Matt Murdock.
Misturando muita ação e humor negro, os dois papas das HQs exageraram nas poses e no armamento. Foi tudo uma grande brincadeira. Ilustradores e roteirista menores não entenderam a piada e levaram-na a sério. Daí, ao longo dos anos 80 e 90, a legião de heróis e heroínas que pateticamente desfilaram pelas páginas dos gibis, carregando rifles, bazucas e canhões centenas de vezes maiores do que eles próprios. Chichester foi um dos que não entenderam a gozação. Mas o que esperar de alguém que, além de Elektra, trouxe de volta o agente Garrett da Shield, que fazia par com a mercenária em Elektra assassina?
Bill Sienkiewicz é um mestre da arte incendiária. Sua impressionante habilidade para desenhar e colorir lhe assegurou um lugar de destaque na história dos quadrinhos. Sienkiewicz já ganhou todos os maiores prêmios da área, inclusive o Eagle, Inkpot, Kirby e o Yellow Kid, além de diversas menções da sociedade dos ilustradores dos Estados Unidos. Entre suas obras vencedoras estão Elektra Assassina, Stray Toasters e Voodoo Child.

Frank Miller é um autor e desenhista de histórias em quadrinhos norte-americano mais conhecido pela linguagem sombria que utiliza em seus quadrinhos e por seus desenhos marcados pela presença de alto-contraste e de um estilo que faz lembrar o do film noir.
Miller tornou-se desenhista profissional e trabalhou para diversas editoras, incluindo a Gold Key, a DC Comics e a Marvel Comics. Nos anos recentes tem desenvolvido atividades junto a cineastas de renome tais como Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, do qual resultou o filme Sin City; e 300, ambos cópias fiéis de obras em quadrinhos.
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Bill Sienkiewicz ------- Frank Miller