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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ronin


Século XIII
Japão feudal... Uma sociedade moldada por tradições e costumes muito severos. Uma terra com cultura própria, onde a “honra” significa tudo, e a vida e a morte tinham o mesmo peso na balança do fio de uma espada.
Naqueles dias, os poderosos xoguns cavalgavam as estepes orientais e governavam o Império do Sol com mãos de ferro. Naqueles mesmos dias, um jovem samurai tornou-se Ronin e, em sua sede de vingança, foi aprisionado junto com um demônio numa espada mágica.
Anos se arrastam...


Século XXI
Estados Unidos, uma das potências remanescentes do conflito nuclear... A raça humana tenta se recuperar do câncer da guerra.
A honra foi substituída pela tecnologia. Os biocircuitos conduzem o rumo do mundo.
Há poucos dias, o Complexo Aquarius foi palco de um magnífico espetáculo: um Ronin e o traiçoeiro demônio Agat voltam à vida para a consumação de um conflito milenar. Uma explosão salvou o Ronin, afugentou Agat, destruiu o núcleo do computador Virgo e iluminou o céu de Manhattan.
Agora, enquanto Agat está em seu habtat, o Ronin encontra-se completamente perdido.
Neste exato momento, a caçada tem início!


Título: Ronin.
Autor / Roteiro e Arte: Frank Miller.
Cor: Lynn Varley.
Editora Original: DC Comics INC.
Ano de Criação: 1983.
Editora: Abril S/A – Mini-série de Luxo.
Nº de Edições: Em Seis (6) Edições Mensais.
Ano: 1ª Edição de 1988.
Local: São Paulo / Brasil.



Título: Ronin.
Autor / Roteiro e Arte: Frank Miller.
Cor: Lynn Varley.
Editora Original: DC Comics INC.
Ano de Criação: 1983.
Editora: Abril Jovem – Mini-série de Luxo.
Nº de Edições: Em Seis (6) Edições Quinzenais.
Ano: 2ª Edição de outubro a dezembro de 1991.
Local: São Paulo / Brasil.


Frank Miller com cara de mangá

Antes de ser consagrado como um dos maiores artistas de seu tempo, Frank Miller se interessou por estudar roteiros; ao desenhar, desde o princípio, empregou seu potencial criativo com as influências recebidas do cinema noir, de Hitchcock, dos filmes sombrios de terror e policiais, dos quadrinhos europeus – principalmente de Bilal, Crepax e Moebius –, e dos mangás (os quadrinhos japoneses). Foi assim que rivitalizou o Demolidor e criou Elektra para a Marvel, duas das suas melhores obras, personagens que mais tarde seriam aproveitados no cinema.
É importante lembrar que na época em que Miller assinava seus primeiros sucessos, o mangá era ignorado nos EUA. Reza a lenda que Frank Miller, certa vez, ganhou de um amigo uma antologia de O Lobo Solitário, em japonês, que ele passou a folhear até gastar suas centenas de páginas – depois de digerir as imagens daquela violenta história de samurai, de investigar e de refletir sobre o universo dos guerreiros do País do Sol Nascente, regurgitou tudo em uma obra experimental e revolucionária, em que ousou narrar em uma nova linguagem gráfica – nascia, então, Ronin, que foi lançado precisamente em julho de 1983, nos EUA, pela DC Comics, em 6 partes.
Ronin é pioneiro por ter sido o primeiro romance gráfico a ser visto como um projeto de ponta pela DC Comics, também por conter a mítica cultural e os costumes japoneses, ao mesmo tempo em que apresenta um manifesto contra o corporativismo empresarial nipônico, que começava a ameaçar a América dos anos 80. A obra, ainda hoje, é considerada surpreendente. Ela se difere dentro da carreira de Miller, devido às influências do mangá, então levadas as últimasconseqüências. Alguns desavisados podem até confundir Ronin com a linha atual do quadrinho europeu. Isso comprova que a obra estava muito à frente de seu tempo.

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