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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Livro - O Cotidiano Urbano

2º Prêmio Literário Sérgio Farina


Os organizadores do Prêmio Literário Sérgio Farina disponibilizaram para venda, na Livraria do Trem, alguns exemplares da 2ª Antologia do Concurso: O Cotidiano Urbano.
O número de exemplares é bem limitado.
Quem tiver interesse é só passar na Livraria do Trem que fica localizada na Rua São Caetano, 53, sala 03, Bairro Centro, São Leopoldo - RS. Ou entrar em contato pelo fone: (51) 3037-7857.
O e-mail para maiores informações é livrariadotrem@terra.com.br

Livro: O Cotidiano Urbano
Autor: Vários
Editora: Sinodal
Local: São Leopoldo, Brasil
Ano: 2009
Páginas: 216
Encardenação: Brochura
Língua: Português (Brasil)
Arte Capa: Gilson Camargo
Estante: Literatura Brasileira
Prateleira: Antologias
Peso: 100g
Medidas: 22 x 15 cm.
Assuntos Abordados na Obra: “Os contos e poemas deste livro são como cristais que refletem pequenos momentos vividos e que, agora, não se perderão jamais”. Jari Rocha.
Concurso Literário; Verso e Prosa; Antologia Literária; São Leopoldo; Título.
Descrição: Livro Novo

Preço: R$ 12,00

terça-feira, 23 de junho de 2009

Livros no supermercado

Ao fazer algumas compras da semana num supermercado daqueles onde também se vendem livros, chamou-me a atenção uma pequena placa informativa que um funcionário teria provavelmente levado da seção de iogurtes, deixando-a, inadvertidamente ou não, em cima de uma grande pilha de livros. Dizia mais ou menos isto: «ESTES PRODUTOS SÃO RAPIDAMENTE PERECÍVEIS, DEVEM SER CONSUMIDOS LOGO APÓS A SUA ABERTURA.» Pareceu-me perfeitamente adequado ao tipo de livros que ali se encontravam.

A Livraria do Trem também vai passar a usar este tipo de sistema informativo, mas em vez da seção de iogurtes passaremos a recorrer à seção de Legumes/Vegetais: «OS NOSSOS PRODUTOS SÃO SELECIONADOS NOS MELHORES FORNECEDORES. ENTREGUES DIARIAMENTE EM EMBALAGENS ESPECIAIS, GARANTINDO A PRESERVAÇÃO DAS SUAS CARACTERÍSTICAS NATURAIS, AUMENTANDO A SUA DATA DE VALIDADE.

Isso é bem comum...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Livreiro: espécie em extinção?

Muitas vezes se diz que já não há livreiros como antigamente. Que são uma espécie em extinção. Que as grandes cadeias acabaram com eles. Que o empregado que nos atendeu não sabe o que está fazendo, etc., etc. De fato, tudo isto é verdade. Mas isto acontece simplesmente porque o livreiro é uma figura rara. Existiram e existem muito poucos livreiros, e sempre foi assim.
Se definirmos os livreiros apenas como aqueles que negociam livros, então, existem muitos. Mas se definirmos o livreiro como aquele que gosta, conhece, lê e vende livros, então, existem muito poucos. O livreiro é um autodidata, não há nenhum curso que o possa formar. Isto é, claro que se pode e deve dar formação a uma pessoa que quer trabalhar numa livraria ou que, enquanto gestor ou empresário, pretende criar uma, no entanto, ser livreiro é outra coisa. Ser livreiro é muito mais do que simplesmente vender livros (para isso existem vários truques), tem de saber dignificá-los, amá-los, conhecer a sua história, saber o interior de muitos, interessar-se por quem os escreve e por que os escreve daquela maneira. Tem de conhecer toda a cadeia do livro, desde que nasce na mão do autor até chegar à mão do leitor, tem de saber vendê-lo honestamente, divulgá-lo, incentivar a leitura, só assim, poderá reivindicar para si um papel importante como agente cultural.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para mim...

O homem se faz ao se desfazer: não há mais do que risco, o desconheciso que volta a começar. O homem se diz ao se desdizer: no gesto de apagar o que acaba de ser dito, para que a página continue em branco. Frente a autoconsciência como repouso, como verdade, como instalação definitiva na certeza de si, prende a atenção ao que inquieta, recorda que a verdade costuma ser uma arma dos poderosos e pensa que a certeza impede a transformação. Perde-te na biblioteca. Exercita-te no escutar. Aprende a ler e a escrever de novo. Conta-te a ti mesmo a tua própria história. E queima-a logo que a tenhas escrito. Não sejas nunca de tal forma que não possas ser também de outra maneira. Recorda-te de teu futuro e caminha até a tua infância. E não perguntes quem és àquele que sabe a resposta, nem mesmo a essa parte de ti mesmo que sabe a resposta, porque a resposta poderia matar a intensidade da pergunta e o que se agita nessa intensidade. Sê tu mesmo a pergunta.

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