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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Cliente nosso de cada dia XVI

Entra uma cliente, dos seus onze, doze anos, de sorriso nos lábios e com um livro na mão, nitidamente, já lido.

― Olhe, por favor, eu queria um daqueles livros que nunca acabam.

O livreiro sisudo e com falta de jeito –que evidentemente não é da nossa casa–, fica pensativo com a pergunta e responde com outra:

― Um livro que não acaba!?... A qual dos sentidos metafóricos está se referindo, isto é, deseja um clássico intemporal, um calhamaço de mil páginas ou, uma daquelas sagas chatas e compridas que nunca mais acabam?

A pequena, meio confusa, titubeante com a reação do livreiro, responde:

― Pode ser esse do metafórico. Desde que seja para eu ler.

2 comentários:

Fábio Vinícius disse...

Ou poderia ser o livro da História Sem Fim. :D

Daniel Cunha disse...

É verdade Fábio. Obrigado pela colaboração.

Abraço